Eu me ria. O dia havia se tornado pálido (para não dizer que havia se tornado totalmente branco), e chovia, muito. Eu me ria daquele louco tempo, que mudara sem nexo. Chovia pequenos pedaços do céu, em forma de pedras brancas, que batiam na janela como convidados que batiam na porta, querendo entrar. Enfim, esse dia pálido me fez deitar em minha cama, naquele meu quarto escuro, sentir minha nostalgia correr solta, sentindo a música correndo por meus ouvidos... Então migrei pro tapete, e me deitei, para admirar aquele espetáculo. Pensava em mim, pensava nele... Um raio de sol iluminou meu rosto, embelecendo mais aquela cena.
Minha bela amiga chuva
que nunca me desaponta
Traz sempre meus nobres sentimentos
e me faz amar feito criança...
Puro, cândido e alvo, como aquele dia branco.
E eu me ria.
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