Era estranho e ao mesmo tempo divertido vê-lo daquela maneira. Ele acabara de despertar de um belo sonho, e por mais incrível que seja, não o havia feito bem. Correu, trocou o pijama pelo uniforme, e ao se olhar no espelho, pela primeira vez achou aquele rosto que via um pouco atraente (e logo afastou essa ideia, xingando-se de narcisista). Correu novamente, tomou o café, e saiu disparado, mesmo sendo cedo. Não queria pensar, então alienou-se do mundo com seus headphones num volume máximo.
Mas aquele céu cinzento brincava com ele de trazer memórias que nunca haviam ocorrido, e que em um outro dia o teriam feito sorrir.
Sonhador, como sempre.
Mas aquela aura mágica e sonhadora que tinha morria, desfalecia a cada novo dia.
E a espererança parecia tão distante...
Que seu coração adormecesse de novo, era o que desejava.
Triste era dizer, mas seus sonhos não o levariam a lugar algum.
Era preciso ser realista ou simplesmente deixar-se afogar em nuvens oníricas.
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