Sozinho, na cama, ele observava uma linha de luz que entrava pela janela. Era duma beleza única, que enchia seus olhos. Aquilo era apenas um álibi de seus sentimentos reais.
Lembrava-se agora daquelas fotos espalhadas sobre a cama. Entre sua infância, lembranças familiares e amizades - algumas já mortas, outras fracas de vida, dois garotos se viam unidos, seja abraçados fortemente ou em beijos aquecedores, eternizados por um simples flash e papel. Ele sorriu.Era tão incrível ver como ele procurava aquele garoto que abraçava nas fotos em outros garotos. Aquele sorriso, aquele olhar certeiro... queria ao menos um simples reflexo, mesmo que fosse uma simples miragem.
E agora ele voltava áquele quarto escuro. A realidade.
O álibi já se fora; Deveria agora enfrentar aqueles sentimentos.
Como essa vontade de se ter o que não podia ter o fazia tolo. E como amá-lo o deixava mais tolo.
Porque não importava quantas bocas tocasse, quantos olhos mirasse... Nunca seria ele, aquele que quebrara seu coração.
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