domingo, 17 de outubro de 2010

A chuva coloria a roupa dele, naquele lusco-fusco que a tarde quando encontra a noite deixa. O vento era pouco, mas o suficiente pra fazê-lo se sentir vivo. E o verde? O verde que coloria toda a serra abaixo, a relva que brincava com a chuva. 

Não tinha motivos pra questionar nada, pra chorar ou pra gritar (a não ser que fosse pra gritar aquilo que sentia, aquele azul cor-de-céu-claro na alma). Talvez só pra agradecer.E o melhor, ele sabia que a escolha solitude tinha partido... pra (quem sabe) nunca mais voltar. 

E chovia. 

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