quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

100. Ou 1.

Ouço claramente cada insulto seu. E confirmo, cada palavra tua é certa. Não passo de um fantoche, de linhas tênues e que não se cortam. Dum filho da puta que mal vida tem, que mal crescer pode, e evolução é palavra proibida. Não nego, agradeço pela vida que tenho. Mostro a minha maneira; obrigado por me apelidar de ingrato.

E fica o meu agradecimento, por trazer de volta o que tava guardado, selado, preso a grilhões. Obrigado pela noite, ou pela pseudo permissão, pelo seu arrependimento. Obrigado por desperdiçar sua vida, ou melhor, 17 anos dela comigo.

E obrigado pelo arrependimento. Antes eu não existisse e você vivesse sua vida, não?

Nesse primeiro dia de dezembro, mãe, são meus sinceros votos de que minha vida novamente não faz sentido.

Repito, obrigado.

Um comentário: