quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Essas valsas tristes.

Sentei-me em frente a vitrola. Dançava sob meus olhos os meus problemas, enamorados da minhas necessidades, sobre as notas de Claire de Lune, na valsa triste, minha valsa.

Abençoados sustenidos, abençoados bemóis, cuja cor aguçam minha dor, minha vontade!
E tão belos passos... trágicos, sagrados, manchando o ar de lágrimas, em odes á melancolia.
Escutai, ó senhores, as tristes notas por mim escritas,
meu tempo em compasso desacelerado, onde o passo é lento e tempestuoso!
Onde guerras se travam entre dó e sol, mares se tormentam, amor se escreve, tristeza ceifa vidas.
Escutai, ó senhores, a valsa triste de meu existir, que corre pelo meu sangue,
e cuja partitura é minh'alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário