segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bateu-se o martelo.

  Deitou-se e cruzou os braços por trás da cabeça . Não quis reclamar dos travesseiros ou fazer força para arrumá-los, só deixou passar. Sentia-se juíz: julgar o que pesava mais na balança da justiça ou deixar-se cego pelo que era julgado.
  Os fones gritavam no ouvido coisas que abafassem a mente, mas não conseguia dizer quão eficiente eram.
  Retornou ao seu juri, réu, perante a justiça que batia o martelo e pesava seu coração. "Culpado!", gritou. Teve, de pena, substituir Atlas, que pedia férias desde que o mundo é mundo.
  Acordou, e a música já tinha até acabado. "Sonho, pesadelo, tinha ou não tinha cor?", mas o peso acordou com ele. Hoje anda de cabeça erguida, mas de ombros baixos, e costuma reclamar ocasionalmente das suas dores casuais.

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