domingo, 23 de outubro de 2011

Abri os olhos. Olhei desesperado pros lados, senti minhas mão atadas por trás da cadeira em que sentava, tais como os pés, imóveis e atados aos pés da mesma. Logo dei-me conta que olhos sedentos me miravam. Tremi. O que faria eu, preso, sem poder agir, pensar? Só tinha um único destino, inefável, inevitável. Gritei. O coração bombeava medo, e o resto do corpo pulava, descontroladamente. 

"Que joguem as pedras!"

Fechei os olhos. Deixei que o peso do julgamento caísse em meus ombros.

Um comentário:

  1. Abri os olhos. Olhei desesperado pros lados, senti minhas mão atadas por trás da cadeira em que sentava, tais como os pés, imóveis e atados aos pés da mesma.

    Logo dei-me conta que tinha dormido demais. Os meus sentimentos são os mesmos, mas o tempo passou. Tremi. O que faria eu, sozinho? Se tudo o que eu fiz o ano todo foi com alguém. Não tenho histórias sem esse alguém, entreguei a minha vida sem ter conseguido mostrar que ela era sua. Eu era dele.

    Eu tinha um único destino, inevitável. Sofrer. O coração mantém viva uma esperança, que a realidade mostra ser vazia. Na primeira noite, eu fui o melhor amigo, do amor de janeiro a janeiro. Dormi e acordei ao lado dos justos. Eu tenho os meus motivos pra chorar e para querer reconquistar o melhor e mais genuíno sentimento que eu já tive, que me recuso a acreditar tenha acabado assim, com o passar de uma estação.

    "Que joguem as pedras!"

    Fechei os olhos. Deixei que o peso do julgamento caísse em meus ombros, uma vez que todos dizem: afaste-se, mas meu coração diz: lute, você se despiu dos seus medos, encare. Seja Thor.

    Mas não é possível se é que realmente exista um ser supremo, não importando a religião, que ele tenha permitido que toda aquela vida e experiência tenham sido em vão.

    Porque eu sei que atrás deste universo de aparências,
    das diferenças todas, A ESPERANÇA É PRESERVADA

    Nas xícaras sujas de ontem
    o café de cada manhã é servido.
    Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
    e dela não me conformo.

    Eu acredito em tudo, MAS EU QUERO VOCÊ AGORA.

    Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado,
    pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.

    Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas
    eu não saiba o que fazer das minhas.

    Amo teu jogo triste.

    As tuas roupas sujas
    é aqui em casa que eu lavo.

    Eu amo a tua alegria.
    Mesmo fora de si, EU TE AMO PELA TUA ESSÊNCIA.


    ATÉ PELO QUE VOCÊ PODERIA TER SIDO,
    se a maré das circunstâncias
    não tivesse te banhado
    nas águas do equívoco.

    EU TE AMO NAS HORAS INFERNAIS
    e na vida sem tempo, quando,
    sozinha, bordo mais uma toalha
    de fim de semana.

    Eu te amo PELAS CRIANÇAS E FUTURAS RUGAS.

    Eu te amo pelas TUAS ILUSÕES PERDIDAS
    e pelos teus sonhos inúteis.

    Amo teu sistema de vida e morte.

    Eu te amo pelo que se repete
    e que nunca é igual.

    Eu te amo pelas tuas entradas,
    saídas e bandeiras.

    Eu te amo desde os teus pés
    até o que te escapa.

    EU TE AMO DE ALMA PARA ALMA.
    E MAIS QUE AS PALAVRAS
    AINDA QUE SEJA ATRAVÉS DELAS
    QUE EU ME DEFENDA
    QUANDO DIGO QUE TE AMO
    MAIS QUE O SILÊNCIO DOS MOMENTOS DIFÍCEIS,

    QUANDO O PRÓPRIO AMOR VACILA

    http://www.youtube.com/watch?v=hPdyfJemo5Y

    Homenagem a grandes escritores
    Texto 1: Sem título, Tiago Cândido, Texto 2: Quando o amor vacila, Fernando Pessoa

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