terça-feira, 8 de novembro de 2011
compra-se sorrisos.
Contou o dinheiro do mês. Contas a pagar, débitos bobos. Pensou em gastar o que tinha sobrado nos bolsos com qualquer futilidade que visse, pra se sentir vivo, materialmente (porque o seu espírito...). Correu lojas, correu livrarias, correu. Mas talvez o que quiser comprar não se vendia: se ganhava. De espontaneidade. Um sorriso. Podia ser bobo, inteligente, sarcástico... mas que o fizesse rir na mesma intensidade. "Compra-se sorrisos", pensou, quis gritar. Mas nenhum sorriso lhe apareceu. Decidiu-se. Comprou um daqueles papeis coloridos e nele desenhou o que queria. Colou-no na cara e fingiu ser feliz.
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