As suas gotas negras coloriram meus lábios, e a dor de partido tomou conta. Morte de alguns segundos. Doeu-me ter ficado longe. Tomei da tua dor de dias em um milésimo; desapareci. O grito ficou contido no peito, que não soprava, que não batia. Culpa, culpa, culpa! Por que permiti que partisse? Por que permiti-me partir? Por que negligenciei a existência das tuas lágrimas correntes e das minhas, secas? Mês. Choro a culpa, minha culpa, de ter te ferido. Choro a culpa de ter aceitado o teu perdão divino. Choro a culpa de ter três corações quebrados por essas mãos pecadoras. Choro o tempo que te perdi.
Amarga-me.
Aperta o corpo, aperta a mente, aperta a alma.
Fui fraco, e agora pago a conta do karma com dor.
quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.
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