Não soube distinguir cor de falta-de-cor. Viu as colagens de momentos tomarem vida perante si, dançando, brincando, rindo. A mente quis explodir. Não soube dizer se era realidade ou se queria acordar. Só sabia que a cabeça doía, e muito. O lusco-fusco dos olhos aumentara. Apertara-os, tirara os óculos, roçou neles as mãos. E os risos aumentando, as cores mudando... preso nesse inferno até que a realidade lhe apagasse as cores com o gelo de sua essência. E rezava pra que viesse, rápido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário