terça-feira, 2 de julho de 2013

Astrolábio

Forra nosso teto com estrelas, amor. Quero que na ampulheta do tempo não corra areia — sei que nosso tempo é pouco e findar-se-á sem que percebamos. Brinca comigo de contar estrelas, achar constelações, de ver você e eu lá em cima. Faz de conta que essa cama é nosso firmamento, e que podemos (por fim) brilhar em sincronia: minhas mãos nas suas, meus lábios nos seus... Meu coração no teu. Fazer-nos um: hipernova, supernova. Constelação.

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