quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

costumeiras olheiras sob os meus olhos, café substituído por coca: dormir é sonhar, sonhar é machucar, sofrer, chorar, acordar; fantasia ou realidade? Deixo cá o gosto escuro nos meus lábios, sangue frio que escorre pra dentro - esquenta as entranhas e faz vivo o medo do fim, que diz que está caminhando por essas ruas. Preciso avivar as mãos: a cama é a beirada do mundo, vasto extenso mundo que julgo já conhecer e me corta por sentí-lo menor, pequeno, apertado. Preciso segurar: ou será melhor o doce gosto do vazio que fica além do horizonte? Noite pelo dia, vida pela morte, começo pelo fim: avessos que descrevem o meu ser, caminhando sem seguir a canção ou meus próprios passos, apenas por caminhar.

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