sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

epifania dum louco só

sabe, hoje andei pensando. Descobri como cê é importante, tipo aquela última peça que faltava no quebra-cabeça de 5000 peças. Como faz parte de mim a tua barba no meu rosto, o gosto divertido da vodka na tua boca que ficou na minha, do teu suor que manchou a minha blusa (mesmo que o meu manchara mais a tua) e como teu sorriso se faz duplo: tu sorri com teus dentes perfeitinhos e com teus olhos que confundem minha cabeça e me fazem perguntar se tenho níveis de daltonice. Sabe, do jeito que a gente parou o universo da dança eterna e parecemos duas obras gregas - cupido e apolo - estrelas colidindo, lábios colados, coração encostado no coração. Não aceitei perder, mesmo que goste muito de ti, e quero revanche naquela música do jogo que só a gente gosta: posso chamar ela de nossa? Não valeu aquela hora que cê me abraçou e me puxou pro sofá, perdi por tua causa! Mas valeu: que beijo tens! E agradeço por me proteger do frio: minhas mão na tua, na rua escura, no medo e adrenalina da madrugada. Mas saibas que as estrelas apagaram e inveja da gente, e o silêncio se calou: o tempo virou nosso, e a gente, a gente era a gente.

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