terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

outono de fim de verão

talvez desfazer-se das coisas não adianta. São as raízes que devem ser cortadas. A confissão é que a árvore ainda me parece frondosa, e cada folha dela ainda me lembra alguma coisa - forma, cheiro, calor, vontade; e delas me fiz uma guirlanda de folhas, dos desejos que aqui ficam, das dúvidas que pairam: voltará o tempo a me torturar, a árvore a crescer e me esmagar por dentro, ou secará e morrerá, fazendo cair o ciclo das folhas, levar e fazer vivo o ciclo da vida?

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