Como se sonho fosse brinquedo, brincou de sonhar acordado. A cidade parecia em tempo de natal, de luz em luz e pisca em pisca; os carros pareciam de madeira pintada e as janelas do prédio - de longe - imitavam estrelas, ou seriam peças de tetris? Tinha até o que precisava pra ser feliz, mas o espírito de criança gritou, chorou, esperneou e quis mais: o brinquedo novo que quebrara e não ganhara de volta. Apagou a luz. Cobriu-se e protegera os pés pra que os monstros não vissem seus dedos. Virou-se. Sonhou de verdade.
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