o ponteiro virou e, no lugar do zero, nasceu o 1. O dia se fez de pequenos rituais, da cueca favorita até o direito de fazer pedido na hora que vim à esse mundo e de congratulações e desejos de vida longa e próspera, dumas bobeiras pela estrada a fora e alguns dígitos a mais na conta. Mas o que importa é que esse vinte e um abriu mais de 21 uma portas na mente e me fizeram pensar: da unicidade e do amor que existe de minha mãe - único, eterno incessável - armada até os dentes a me proteger, sejam com espadas e escudos, seja com palavras de afeto e coração aberto; no passado: é mentira dizer que as festividades do ano passado não são inesquecíveis, vivas e coloridas na minha mente, de onde uma silhueta se forma - um moço e do moço, as memórias e das memórias, um gosto bom de saudade, cristalizada, mas aqui; no presente e do rosto que enfurna minha mente, daquele cheiro do sábado-domingo, dos contornos, gostos, voz, cores - vontade vontadiça de pedir tal criatura embrulhada num celofane de mil brilhos e fita, melhor presente!
O bolo acabou, as velas apagaram. Pedido feito. Idade dada. O meu dia acabou.
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