era fácil brilhar com tais olhos, duma clareza de sorriso, sem fim, sem rancor, sem dor. E ainda sorri com eles, que vejo, que lembro, busco. Tenho teu reflexo no café, no cheiro que sobe e preenche os pulmões, os joguinhos de palavras sem medo, a vida que levavas... aqui, nas minhas mãos. Ou tinha, ao perceber que é o vento que me engana, que me sussura a pensar coisas, faz a tinta correr, o filme rebobinar. A diplomática que minha vida se tornou. E, afinal, se joia és, eras, serás, hoje tenho testemunhos: talvez brilhes e sempre brilharás.
Nenhum comentário:
Postar um comentário