quarta-feira, 21 de maio de 2014



encher-se de solidão tem sido a rotina - solitude, talvez, já não mais seja o conceito, verbo: linha tênue entre o querer e aceitar a condição;


brincar de desenhar rostos na cabeça, esboçar os beijos em um script de palavras falhas, de fim ridículo, mas de molhar os olhos. Das mesmas palavras, textos homéricos e platônicos, babel: Iktsuarpok, fernweh, won, waldeinsamkeit;


achar em composições químicas minúsculas a dosagem do arbítrio-sem-livre, felicidade diária, anfetamina mascarada, vontade falsa, ração de vida, veneno de fim, meio e início;


curar-se com a falsa felicidade que me proporciona o jazz, o cheiro de roupa limpa ou sabão ou coisa do tipo que sobe do quintal do vizinho, somado com a dama da noite que valsa nas notas do duke ellington, um biglemoi azul-pastel - que toma minh'alma pela mão, ranca-me um sorrisso bobo, põe-me a dançar e torna-me limpo das impurezas da vida;


be still my heart, my heart be still

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