domingo, 13 de setembro de 2015

a cabeça do ano cinco mil setecentos e setenta e seis

acendeu as velas. O cachorrinho lá veio da cozinha pra sala, pulando de felicidade, costumeiro. L'shaná tová, Bóris. Leu com cuidado o kidush, serviu o vinho. Pegou o chalá que fez com tanto cuidado, tirou um pedaço e levou o prato de volta à mesa. Outro pedaço deu ao cachorro, que arrumou toda a festa em sua perna esquerda, que pareceu comer com gosto e querer mais. O mesmo fez com as maçãs - tão bem cortadas em pedaços - e molhou-as no mel. Sentou-se. Comeu. Olhou para o cachorro, que agora se prostara aos pés do menino. Agradeceu. Rosh hashaná não era para se passar em família e com seus entes queridos?, pensou. Parece pesach. Só que sem passar o próximo em jerusalém, mas talvez com alguém do meu lado. Riu, tirou a kipá e deixou-a sob a mesa. Caminhou pro quarto, deitou-se. Que ano doce. Dormiu.

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