domingo, 10 de outubro de 2010

Confissões.

E digo, não minto, que o medo me assombra. Não quero mais aquele menino ingênuo de antes, dependente, tolo, ignorante. Tenho medo que ele volte, pra me cortar o peito de necessidade e sofrimento sem sentido e necessidade. E o medo, de novo. Medo de me machucar, medo de machucar todos os outros em volta, com aquelas mesmas armas invencíveis, que machucam sem ver, e cujas cicatrizes que saram em zilhões de anos, meses, dias e horas.

E sobre o futuro, pra mim é tudo incerto. Minha vida tem tijolos de incerteza na constiuição, seja no passado ou no presente, e duvido que mude com o tempo - uma vez incerto, sempre incerto -  e eu peço perdão pelos meus pecados a cada igreja ou templo, e peço perdão pra cada pessoa que amo por tal falha minha. Não faço planos: Planos são indícios de nuvens negras de má sorte chorando gotículas de tristeza sobre minha cabeça. E não quero mais ficar encharcado de tais substâncias, como já fui.

Assim, não deixo de ser um sonhador. Continuo aquele mesmo sonhadorzinho desde sempre, afobado, com medo da vida acabar amanhã. Mas a intensidade da minha vida eu cortei. Pra quê viver hoje o que você pode viver melhor amanhã?

E amar? Confesso que amo sim. E que melhor amizade não há, e mais uma série de coisas que não vi/senti em/com outros. E já me acostumei mal, seja pelas doses concentradas de você e pela vontade de sorrir contigo. É, não deixo de agradecer por isso. 

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