Ela olhou firme. Bateu a caneca cheia de chá na mesa, nervosa.
- Sente-se. Precisamos conversar.
- Conversar? - Gritou ela. - Não posso suportar tudo isso que você vem me fazendo. É injusto.
A outra riu. - É pra que você se sinta melhor. Você ainda vai me agradecer.
Ela levantou, apoiou os braços sobre a mesa, e bradou: - Nunca! Bem, o 'me fazer bem' não é dilacerar o meu peito. Me fazer suspirar a todo tempo. Criar mil muralhas!
- E isso não te torna mais forte?
- Forte eu já sou. E te confesso, não volte, eu te imploro. Não me faça gastar mais tempo.
E ela virou-se. Foi em direção a porta do café.
- Você não irá se livrar de mim. Eu estarei no lugar dele sempre que você não o puder sentir, exceto em memórias. Adeus, por hora.
Ela correu, e renegou a outra, que deixara pra trás. Mas ela não mentia.
Era a saudade.
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