- Doeu.
Lembrou-se dos abraços, das juras eternas, dos mil risos e mil histórias... da história. Sabe-se do jeito meu, sei do jeito que lhes pertence, não queria o abismo entre os braços e coração. Diria "meus" e diriam "meu", amigo, padrinho, colega. Me esqueceram. Apagaram a memória. E deixaram de me fazer existir no peito.
A troca não existiu da minha parte, mas verto lágrimas ao saber que existe das vossas. O feijão que trocas é digno do arroz que agora possuem? Se dizeis sim, acreditarei e confiarei na sapiência que colocam em vossas decisões. Mas se dizeis não, amigos, serei verdadeiro: mentem.
Lhes pergunto: um dia, a montanha foi a Maomé. Mas Maomé foi a montanha? A simplicidade existe na resposta, que seja minha ou vossas.
E vos digo, se sabeis os teus próprios nomes: não lhes esqueci. E não lhes esquecerei, pois vós sois peças da obra que vivo, e sem elas de nada seria. Obrigado, pelo tempo (mesmo que curto) e, se lhes convém, pelo esquecimento.
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