sábado, 3 de março de 2012

Epifania no. 1

O belo formato dos músculos que havia tomado de nada acrescentara, mas a mudança era mais visível que a chuva de verão. Contornos... dignos de Aquiles. Mas a peculiaridade, existente, insistente, a ela parecia uma montanha: havia algo de diferente naquele sorriso. Perguntava-se: quimera ou monalisa? A sua nova forma de "deus" não lhe tirara o segredo que guardava naquela foto. Um sorriso, somado aos olhos, que se mantiveram os mesmos...

Ficará, a esses olhos
Teu mistério, tua força
E os ventos, ecoando sós
A voz minha, minha voz,
A perguntar, deus nascido
Quem sois tu?


Rasgou a foto, e continuou o chá. "A canela adoça mais minha boca do que teus perímetros os meus olhos".

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