Corro os dedos pelo piano e lembro de você e as melodias doces e leves que são as da sua voz - que eu juro que podiam se encaixar perfeitamente numa das minhas harmonias favoritas de Debussy. Mas o piano das notas pretas e brancas desencaixa-se com as peças que temos, feitas dum vermelho que me liga a você - não nos encaixamos num monocromo e num monofono - me dou conta que somos mais. Somos coloridos, tecnicolor, polifônicos. Vívidos.
Vem comigo, na unicidade dos nossos tons, de paletas simétricas, pintemos o mundo de nós, o faremos partitura eterna: minha e sua.
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