quinta-feira, 17 de julho de 2014

solitude, ode à



tem esses dia que a gente tira pra gente, né. Uma coisa boba ou outra, que só a gente sabe, na unicidade de cada um. Segredos dos segredos que nem as nossas mães sabem, que a gente se guardam até da gente, mas que são uma delícia se colocar pra fora de vez em quando... gostos pequenos, que podem ser rituais diários, mensais ou anuais, cartas na manga - estratégias de guerra contra a tristeza dentro de si, que só surgem quando a gente sente que tudo tá perdido. Mas daí nasce o conhecimento, não qualquer um, mas aquele que só a gente pode criar, reflexivo, auto, de si. E nasce, ou cresce, amadurece o amor que eu posso ter por mim, meus muros aumentam - me protegem do sol, mas fazem os da terra não se queimarem e assim aprendo a dar valor a ele, e observar a lua.




e por quê não se amar,

se tenho os melhores gostos

se minha palavra me conforta

e já não sou mais um entre os rostos

e já sou quem mesmo importa?


deixa o vento ventar,

a terra esfriar,

porque sozinho,

nesse meu ninho,

não tem como melhor

ficar.

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