descobri pelas lágrimas de fumaça que devo ter te amado. Que os segundos corridos pareceram eras - mas hoje são só segundos, milésimos de milésimos. Quando vi teu rosto no rosto do teu irmão que cruzava a rua, tive vontade de correr, gritar, beijá-lo sem dó, pedir pra chamá-lo pelo teu nome tão bobo, ridículo e doce... ou de ver te ver em todos os que tinham a mesma profissão que tu pela rua; perguntar se ouviram teu nome alguma vez. Quando senti teu cheiro em refazer nossos poucos passos, lembrados e recordados numa das poucas memórias que não me falham: eu, você, mãos dadas, beijos tortos e palavras sem fim. Fim que findou-se sem mesmo ter fim, falha da fala que forçou fraqueza, franqueza que forjou o final. Resta o resto - criado das minhas lágrimas, das vontades de te perguntar as perguntas que não te fiz, de lhe dar os beijos que não mais te dei, de sorrir com as tuas faces de prazer - existente, inexistente? -, do meu apoio na tuas críticas de moço adulto que és, das tuas lacunas, que jurava preencher... servi, afinal? Quisera, e só quisera, tornar-te meu patrulheiro, minha força tarefa, nǐ de nán péngyǒu, teu, teu, teu.
E um dia, ainda, espero teu adeus não dito, ou palavras de afeto escritas em chinês.
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