terça-feira, 26 de maio de 2015

do momento, do anseio

tudo que eu queria era jogar esses meus papéis pra cima; largar esses trens pra trás, passar naquele mercado de flores perto do parque, te comprar a flor mais bonita que eles têm. Roubar um daqueles rádios grandões, antigos - a pilha - daquele povo que tava dançando break na praça e colocar uma música brega oitentista, porque mesmo que a gente não fosse nascido, já tinha nela a verdade. Pegar o primeiro ônibus pro teu lugar, encher o espacinho sob as quatro rodas de felicidade. Chegar na porta da tua casa: gritar teu nome pra você ouvir mesmo do teu andar, te esperar descer e já preparar o rádio igual naqueles filmes adolescentes bobos da mesma era da música, te entregar a flor; te dar aqueles beijos que são nossos e só a gente sabe - junto daqueles abraços que são igualmente meus e teus, que a gente se encaixa feito o puzzle da tua tatuagem. Te pedir pra nunca mais soltar: vai que a gente cola e o tempo eterna a gente?

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