Não é fevereiro, mas o ano me trouxe o carnaval. E entre uma máscara, tamborins e sambas, meus passos se entortaram nos teus pés. Tropecei, cai e mal levantei: quis ficar por lá. Te ver. Brindar de beijos o teu sorriso, coroar de estrelas cada fio do teu cabelo, admirar tua voz que sobressai a todo o furdúncio da multidão. E se levantar, que seja pra gastar meus solados a andar sem destino pela noite, pelo dia, pelo tempo; parar só se for pra respirar teu ar no meu - completar o meu eu de ti. E te namorar a cada oportunidade, furtar e deixar que leves de mim os beijos sorrateiros que tanto te dei.
E se isso é amor de carnaval, quero sambar todos os dias, fazer de você meu samba, minha avenida, minha bateria, meu enredo. Fica, vai. Pega um café e um cigarro, me conta do teu dia. Me leva pro samba, me faz teu bamba. Mas não te vai, finge que ontem é hoje, que hoje é ontem; lembra que tudo começa no um, e sempre fica no dois. E que parar a gente não pode.
Pega minha mão.
Vem.
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