quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ele sentou-se na cama. A cabeça se apoiva nas mãos, com lágrimas culpadas derramadas no chão.O corpo estava enrolado por um lençol. Era tarde, e o outro já havia o deixado. 

Ele não queria uma compania. Queria mais a solidão, os pensamentos vagos, ele mesmo. Os momentos com o outro não pareciam fazer sentido, o gosto do beijo não era o mesmo, o toque não fora o mesmo. Ele se sentia vazio, por um único e único motivo: Não o amava. E por isso, sentia-se idiota. 'Um tolo', pensou,'um tolo hedonista'. 

'E que venha minha solitude. Se eu posso e consigo amar, e os outros, de coração e almas vazias não, não mereço amar ninguém. Que se eu seja o último de uma espécie, pra quê me serve viver? Viver num mundo dominado por essa cega 'razão', cultuada por todos? Que eu seja, então, o último das pessoas que amam', pensou.

 


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