segunda-feira, 21 de março de 2011

sem título.

Enfrento a imagem no espelho. Vejo o que me tornei, não o que deveria ser verossímil, mas o quão cego me tornei e como a ignorância fizera minha pele de escudo escuro. Não via mais meu poeta, mas meu tirano, meu abismo, minha destruição! O vento me criticava: "tua melancolia te levará ao túmulo de teus poetas, engolirás a terra que eles engoliram; tua inconfiança quebrará teu nascido coração!".Tolo, tolo e tolo fui eu, e não vossas palavras, vento meu. Levanto-me, acordo e decido. Sob minha nova e impura imagem, luto contra o tempo que me resta, contra a força que devora o eu puro que ainda suspira. E, ao fim, grito e desfiro o meu golpe: a armadura de outrora se torna alva coroa, a qual honrarei como símbolo de minha vita nova.

2 comentários:

  1. Ola

    e viva a comédia da vida
    a tragica comédia da vida
    entre o espelho e a foto
    narciso não mais se preucupa
    não morre mais afogado no lago
    no maximo quebra o espelho com a testa
    e viva a comédia
    a comédia a ser vivida

    gostei do seu blog
    Até Alan

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