Quero reclamar, quero gritar, quero criticar. Mas quero chorar, sentir saudade e precisar.
Não nego que cresci e que ainda devo crescer, mesmo que uma das vezes ou outras eu aja como não fosse o que sou. Mas eu ainda sou: sou o menino chorão, carente, (de vez em quando) triste e que ainda gosta de brinquedos e ludismos. A idade bate na porta, me grita e me alerta: querem que você cresça, que você aja assim ou assado. Respondo: Não.
Me deixem viver meu conto de fadas, brincar com as fadas e até mesmo lutar com dragões e vilões malvados. Quero também ser salvo, que o meu príncipe me salve quando eu precisar, e eu prometo chorar, mas entender, que quando ele não vem, ele luta por mim. Quero imaginar bailes maravilhosos e banquetes que encham minha boca de água, mesmo que o meu castelo seja o mais simples. Quero viver o dilema, o será que ele me ama?
Realidade, me dê motivos pra crescer. Porque eu já tenho tudo que preciso para meu conto de fadas: o vilão, o castelo, o príncipe e a magia.
Na verdade vivemos em contos de fadas, porém numa versão diferente. E não é infantil fantasiar algo melhor, muito pelo contrário, além de que você fique melhor, pode despertar sorrisos ao seu redor, como numa criança.
ResponderExcluirUm grande exemplo de que é bom fantasiar são as datas comemorativas,se pelo menos não mostrássemos um pouco que acreditamos em papai noel, coelhinho da páscoa acabaríamos com a alegria de muitos.