domingo, 24 de abril de 2011

E voltas tu a me assombrar, passado! 

Só era mais uma daquelas noites estranhas que ele tivera. O sorriso dele se esgotara, tal qual o dia, como confirmara no relógio que tirara do colete, cortando a manhã com seu ponteiro no três.
Sentiu o passado. O eu que foi deixado pra trás, esquecido, quiçá enterrado, quiçá adormecido. Decidiu parar, e não terminou seu absinto. Pagou a conta, recolocou seu chapéu e saiu do café.

Motivos pra viver tinha os todos, não valeria a pena se entregar. E correu pela noite-manhã da cidade, de volta pra casa, direto de volta pros braços que nunca deveria ter saído.

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