E voltas tu a me assombrar, passado!
Só era mais uma daquelas noites estranhas que ele tivera. O sorriso dele se esgotara, tal qual o dia, como confirmara no relógio que tirara do colete, cortando a manhã com seu ponteiro no três.
Sentiu o passado. O eu que foi deixado pra trás, esquecido, quiçá enterrado, quiçá adormecido. Decidiu parar, e não terminou seu absinto. Pagou a conta, recolocou seu chapéu e saiu do café.
Motivos pra viver tinha os todos, não valeria a pena se entregar. E correu pela noite-manhã da cidade, de volta pra casa, direto de volta pros braços que nunca deveria ter saído.
Nenhum comentário:
Postar um comentário