Vejo que as minhas espadas não quebram seus novos escudos.
Que minhas lanças não voam o tanto que deveriam voar.
Meus soldados não mais sabem lutar.
Médicos mais machucam que curam,
sacerdotes não mais sabem rezar.
O tempo não me foi bom dessa vez,
Helena,
e a guerra vai continuar.
Lutaremos por anos?
Meu povo contra o teu?
Mas pegunto-me, Helena,
não somos um povo só?
Batalho por ti.
Mas o meu povo
já tem nova estratégia
e dessa vez, venceremos.
Te trarei pra mim, Helena.
Como os oráculos me cantaram
e as musas me precederam
tu serás minha.
E rezo, musa minha
que um dia,
nossos povos abaixem as armas
e a terra não beberá
do sangue do meu povo,
nem do teu.
Serei teu rei, e tu, minha rainha.
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