Meu coração de carvão
Preto feito a noite
Quis ficar no teu peito
Preso, feito camisa e botão
Sei que já lhe maculei o rosto
Tuas mãos brancas
E risquei teu seio
De cinzas pobres e sujas
E com simples traços,
Tracei-lhe MEU.
Toma, que te pertence
Faz, com tuas mãos
Do negro da noite
Um claro dia.
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